"Desde o momento em que nascemos somos exploradores, num mundo complexo e cheio de fascínio. Para algumas pessoas, o interesse pode desaparecer com o tempo ou com as pressões da vida, mas outras têm a felicidade de mantê-lo vivo para sempre."
Gerald Durrell

Ciência no Jardim

'Desde o momento em que nascemos somos exploradores, num mundo complexo e cheio de fascínio. Para algumas pessoas, o interesse pode desaparecer com o tempo ou com as pressões da vida, mas outras têm a felicidade de mantê-lo vivo para sempre.' Gerald Durrell

Você sabe quanto de carbono seu jardim sequestra?

Como podemos ‘limpar’ nossa atmosfera de todo gás carbônico excedente? Há vários sequestradores de carbono, plantas são um deles. Sendo assim, todo jardim sequestra carbono. Mas, quanto carbono seu jardim sequestra?

Agapanthus africanus ou Agapanthus praecox?

Leigos e viveiristas identificam dois Agapanthus comuns nos jardins como Agapanthus africanus e Agapanthus orientalis. (...) Qualquer Agapanthus designado ‘africanus' no comércio de plantas é quase certamente Agapanthus praecox.

A margarida não é uma só flor

Quem diria que uma das flores mais populares de nossos jardins, a margarida, pertencente à família Asteraceae, e, portanto, parente dos girassóis, crisântemos, entre outras, não é uma só flor, mas a reunião de muitas flores?

Plantas que fogem do jardim

Parece estranho plantas ‘fugirem’ do jardim, mas é isso mesmo. Plantas podem escapar do cultivo reservado do jardim e invadir áreas de florestas e campos naturais, tornado-se uma grande ameça à biodiversidade.

20 de ago. de 2012

I Encontro de Observadores de Aves de Viçosa

15 de ago. de 2012

Agrotóxico Mata


 O Conselho de Segurança Alimentar e Nutricional Sustentável de Minas Gerais, CONSEA-MG

a Comissão Regional de Segurança Alimentar e Nutricional Sustentável - Zona da Mata III (CRSANS)

e o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra - MST


Convidam para

Oficina micro-regional - Lançamento da Campanha Permanente Contra os Agrotóxicos e Pela Vida em Juiz de Fora e região
Sábado, 25 de agosto de 2012, às 13h30min
Local: Sindicato dos Bancários - R. Batista de Oliveira nº 745 - Centro - Juiz de Fora
O problema do envenenamento dos alimentos com agrotóxicos no Brasil ficou em evidência com a pesquisa da ANVISA, em 2010, que revelou que cada brasileiro consome em média 5,2 litros de agrotóxicos por ano.
O Brasil é o maior consumidor de venenos agrícolas no mundo e isso representa um problema grave para a saúde pública no país.
Todos nós, governantes e sociedade civil, somos chamados a firmar compromissos viáveis para a diminuição do uso desses venenos, maior controle dos órgãos responsáveis e a criação de condições para a plantação de alimentos em regime agroecológico.
A Campanha Permanente Contra os Agrotóxicos e Pela Vida foi lançada nacionalmente em abril de 2011 e está se espalhando rapidamente pelos estados e municípios.
Juiz de Fora, como cidade polo da Zona da Mata, também deve se comprometer a pensar alternativas, a informar sua população sobre os riscos dos agrotóxicos, a cobrar maior fiscalização e a fechar uma agenda de ações para a realização de atividades sobre o tema, ao longo do ano.
Por isso, convidamos os parceiros de universidades, do poder público, de sindicatos, entidades e movimentos da sociedade civil, para juntarmos forças e construirmos juntos propostas de mudanças para garantir o Direito Humano à Alimentação Adequada e a Segurança Alimentar e Nutricional a todos na região.
Ludmila Bandeira Pedro de Farias     -      Conselheira estadual do CONSEA-MG pela CRSAN Zona da Mata III



9 de ago. de 2012

As milhares de variedades de cóleus num único portal


Coleus finder
Solenostemon scutellarioides, conhecida popularmente como cóleus, coração-magoado ou tapete são plantas muito conhecidas e utilizadas em jardins, pelas suas belas folhas de formas e cores variadas.
Existem milhares de variedades de cóleus. Para descobrir o nome de uma variedade podíamos recorrer a um livro dedicado a essas plantas e também artigos. Na internet as informações sobre as variedades de cóleus eram dispersas e esparsas. Mas, sempre surge alguém com uma idéia brilhante e simples para nos ajudar.
Foi o caso de Wouter Addink que criou o Coleus Finder. O Coleus Finder é um portal com informações sobre as milhares de variedades de coleus. São 1433 nomes de cultivares e 1115 imagens disponíveis. Nem todos os cultivares possuem imagem, ainda. Podemos pesquisar pelo nome do cultivar, por ordem alfabética ou usar filtros para forma da folha e cor, o que facilita muito na busca. Além disso, podemos conhecer um pouco da história dessas plantas e saber mais sobre tratos culturais. O inglês não atrapalha na identificação dos cultivares, pois o nome do cultivar não deve ser traduzido.
Alguns cultivares de cóleus  Solenostemon  'Burgundy Hoot'

19 de jul. de 2012

Contrate um botânico


Contrate um botânico

Lista de plantas. Foto: M. Eiterer

Como deve ser organizado um banco de  dados ou um catálogo de plantas impresso ou virtual? Por família botânica? Por ordem alfabética de gêneros? As identificações devem ser feitas até a categoria de espécie ou cultivar? Como afirmar que as identificações das plantas estão corretas? Como saber se o nome usado é válido e não um sinônimo?  O melhor profissional para responder a essas e outras perguntas e organizar tais informações é um botânico.
O botânico, além de outras atividades, está capacitado para organizar bancos de dados e catálogos de plantas, impressos ou virtuais. Um botânico reconhece as famílias botânicas,  confirma a identidade de uma planta, verifica a grafia correta de um nome, confronta nomes; reconhece nomes válidos, sinônimos ou homônimos . Ele ainda é capaz de acompanhar os avanços das pesquisas botânicas e refletir seus resultados nesses bancos de dados e catálogos.
Quem faz pesquisa, cultiva ou usa plantas de alguma forma sabe que para encontrar informações sobre alguma espécie em particular é preciso saber o nome correto da planta. Nome científico e não popular. Sendo assim, quando utilizamos um banco de dados, um catálogo ou um livro, nós esperamos encontrar informações confiáveis, que dê segurança no uso ou trato da planta.  Essas características podem ser esperadas do trabalho de um botânico. Então, contrate um botânico.
 M. Eiterer  


6 de jul. de 2012

Colorindo o verde

Colorindo o verde

Alpinia zerumbet 'Variegata'. Foto: M. Eiterer. Schefflera arboricola 'Variegata'. Foto: M. Eiterer.

Uma  planta variegada é aquela que apresenta variegação, em outras palavras, é a ocorrência de outras cores além da verde na folha e ou caule.Variegação colorida é resultado da presença de outros pigmentos como a antocianina (rosa, vermelho e roxo), carotenóide (laranja) e xantofila (amarelo), além da clorofila (verde), como em Cordyline fruticosa. Ao contrário, a variegação branca é resultado da incapacidade da planta de produzir clorofila, como em Alpinia zerumbet ‘Variegata’ e em Schefflera arboricola ‘Variegata’
Cordyline fruticosa. Foto: M. Eiterer
Tradescantia zebrina. Foto: M. Eiterer
Existem várias causas para  a variegação. Uma delas, talvez a mais comum, é genética. Variações genéticas ou mutações ocorrem ocasionalmente na natureza. Devido a isso, alguns tecidos da planta passam a apresentar características genéticas diferentes dos outros tecidos, como a incapacidade de produzir clorofila ou a capacidade de  produzir outro pigmento. Dependendo da distribuição desses tecidos se uniforme ou aleatório a variegação pode ter padrões: marginal, central, estriada, manchado,  em pintas ou venosa.
E a variegação prata presente em alguns gêneros como Pilea, Begonia, Episcia, Dioscorea, Zebrina e Trifolium? Não existe um pigmento prata. Então, o que causa tal variegação? A variegação prata de plantas como Pilea cardierei ou Tradescantia zebrina é causada pela reflexão da luz na superfície da folha, isso ocorre por causa de uma bolha de ar logo abaixo da epiderme,  que resulta numa reflexão branca ou prateada. Pelos nas folhas também podem refletir uma cor prateada, tal como acontece em algumas espécies de Begonia.
Uma patologia, também pode ser causa da variegação. Infecções virais podem causar o aparecimento de padrões de variegação nas folhas. Esses padrões permitem a identificação do vírus. Um vírus comum em plantas é o vírus do mosaico, como o nome indica produz um padrão de variegação em mosaico. Algumas dessas doenças são graves e causam a morte da planta. Outras  não trazem sérios prejuízos para a planta e são usadas na jardinagem como em Abutilon megapotamicum ‘Variegato’ e  Abutilon pictum ‘Thompsonii’.
A deficiência de nutrientes pode causar um amarelo temporário em áreas especificas da folha da planta. O limbo da folha fica amarelo por deficiência de ferro e magnésio. Mas, as folhas voltam a adquirir a cor verde, quando a deficiência é sanada.
Para reproduzir uma planta variegada, geralmente é usado o método de estaquia, alporquia, mergulhia ou qualquer outra forma de propagação vegetativa. Dessa forma conseguimos exemplares idênticos, mantendo a variegação. Em larga escala é usado a cultura de tecidos.
E,  qual é o porquê da variegação em plantas? A variegação parece ser uma adaptação contra herbívoros. Plantas variegadas são menos propensas a ataque de herbívoros. Algumas plantas podem até mesmo imitar, através da variegação, a presença de larvas nas folhas, evitando os hospedeiros verdadeiros. Como é o caso de Caladium bicolor. Contudo, a variegação branca (ausência de clorofila) pode ser desvantajoso para a planta porque restringe sua capacidade fotossintética. Além disso, essas plantas não toleram condições de luminosidade baixa, podem queimar sob sol direto, pois são sensíveis a luz brilhante. Plantas com folhas totalmente brancas não fazem fotossíntese e acabam morrendo.
Plantas variegadas são comuns nos jardins, pois gostamos delas. Em virtude disso, nós as protegemos e perpetuamos. Naturalmente elas são raras. M. Eiterer
 Fontes
DOWN, Brian.D; VAUGHN, Kevin C. & WILSON, Kenneth G. 1980. Preliminary investigatin of air Blisters in Pilea Cadieri. Ohio J. Sci. 80(6): 280.
*Soltau, U; Dötterl, S & Liede-Schumann, S. 2009. Leaf variegation in Caladium steudneriifolium (Araceae) – A case of mimicry?, Evolutionary Ecology, 23, 503–512.
*Nota: Caladium steudneriifolium é um sinônimo de Caladium bicolor, no texto usei o nome correto.